SIDERURGIA MINEIRA: UMA ANÁLISE FINANCEIRA DO IMPACTO DA CRISE ECONÔMICA DE 2008 SOBRE OS INDICADORES DE CAPITAL DE GIRO DAS EMPRESAS DO SETOR

Thiago de Sousa Barros, Lucas Henrique Soares Mattos

Resumo


Em 2008, eclodiu nos Estados Unidos da América a primeira grande crise deste século e a maior desde 1929, uma crise sistêmica e endêmica que rapidamente contaminou economias mundo a fora. No Brasil, um dos setores que mais sofreram com essa conjuntura adversa foi à siderurgia, o que gerou demissões em massa, altos níveis de estoques e adiamento de vultosos investimentos, sendo Minas Gerais, o maior produtor de aço bruto do país, cenário para esses resultados desastrosos. Esta pesquisa analisou o impacto dessa Crise Econômica Internacional nas siderúrgicas que possuem atividades operacionais em Minas Gerais e capital aberto na BM&FBovespa (CSN S.A., Gerdau S.A. e Usiminas S.A.), utilizando uma série temporal que compreende o período entre (2006-2013) e o Modelo Dinâmico de Fleuriet para detectar se ocorreram variações na gestão de capital de giro das empresas do ramo, levando em consideração os indicadores financeiros de curto prazo e as alterações na condução da política que envolve necessidade de capital de giro e capital circulante líquido. Os resultados da pesquisa indicam que as firmas siderúrgicas que compõem a amostra apresentaram alguma influência significativa em seu capital de giro no período compreendido pela crise financeira de 2008 com alternâncias entre os saldos da Necessidade de Capital de Giro e Capital Circulante Líquido. Os resultados sugerem também que as firmas analisadas adotaram posturas mais conservadoras no que concerne a situação financeira de curo prazo, passando a um modelo de gestão de recursos mais eficiente no período pós-crise, sendo a Usiminas a empresa com gestão de capital de giro mais sólida e homogênea, em comparação com a CSN e a Gerdau.
Palavras-chave: Siderurgia. Crise Econômica. Modelo de Fleuriet. Capital de Giro.


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