AMBIENTE DE INOVAÇÃO E CULTURA ORGANIZACIONAL EM UMA ORGANIZAÇÃO HOSPITALAR: SUAS MANIFESTAÇÕES POR MEIO DAS PRÁTICAS ORGANIZACIONAIS

Mariana Neumann, Denise Del Prá Netto Machado, Eda Castro Lucas de Souza, Andiara Laurindo Florenço Neuwiem, Ernandi Dagoberto Seering Palmeira

Resumo


As transformações ocorridas no ambiente externo às organizações afetaram signifi cativamente a forma de elas se posicionarem em seus mercados competitivos nas últimas décadas. Mudanças de ordem social estão fortemente associadas a mudanças tecnológicas, econômicas ou estruturais. Esta dinâmica, entre ambiente interno e externo às organizações, busca explicações por meio de várias teorias, além de as organizações se posicionarem como agente e não mais objeto do processo. Nessa perspectiva, o objetivo desta pesquisa foi identificar as proposições de cultura organizacional de D’Iribarne e categorizadas por Souza (2009), pertencentes a um ambiente propício ao desenvolvimento de inovações sob a perspectiva das dimensões propostas por Machado e Carvalho (2011). Para atendimento desse objetivo, foi feita uma pesquisa quantitativa com 241 empregados de um hospital privado com sede no Estado de Santa Catarina para avaliação do ambiente de inovação e dos valores organizacionais (IPVO). Para averiguação das práticas organizacionais, fizeram-se entrevistas semiestruturadas sob uma perspectiva qualitativa com base nas categorias de Souza (2009). Utilizou-se, portanto, a triangulação de dados para se chegar às seguintes conclusões: os 241 empregados percebem um ambiente propício ao desenvolvimento de inovações nas dimensões de Resultados, Processos, Liderança, Relacionamento externo ao grupo de inovação, Formalização, Efetividade percebida. Os mesmos empregados não perceberam as seguintes dimensões: Recursos, Autonomia e Relacionamento Interno do Grupo de inovação. Na análise do IPVO, os valores que preponderaram foram o Bem-Estar, a Coletividade, o Prestígio, a Realização, a Autonomia e a Tradição, todos com valores acima de 50%. Com a posse dos dados quantitativos, partiu-se para a coleta dos dados qualitativos e observação das práticas decorrentes no ambiente propício ao desenvolvimento de inovações. Observou-se, por meio das entrevistas com 3 diretores e 2 chefi as, que as sete categorias de D’Iribarne descritas por Souza (2009) se encontram presentes nas práticas organizacionais do ambiente interno da organização, trazendo ao meio características da cultura brasileira.

Palavras-chave: Gestão da Inovação. Cultura. Organizacional. Práticas Organizacionais.



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