DEPÓSITOS ESTÁVEIS EM COOPERATIVAS DE CRÉDITO: UM ATIVO INTANGÍVEL NA FORMA DE GOODWILL NÃO ADQUIRIDO

Luciano Garcia Leão, Rui de Assis Vasconcelos

Resumo


Como objetivo principal, a presente pesquisa busca demonstrar que os depósitos estáveis resultantes das contas correntes de depositantes que mantêm relacionamento de longo prazo com as cooperativas de crédito representam, verdadeiramente, uma fonte de ativos intangíveis para as instituições. A partir do momento que as cooperativas de crédito utilizam esses depósitos estáveis como fonte de financiamento de suas operações, decorre dessa aplicação a geração de benefícios futuros que são os ativos intangíveis gerados internamente, que, por sua vez, explicam o goodwill não adquirido de uma entidade. O fato é que tanto a legislação internacional quanto a brasileira somente permitem a contabilização de ativos intangíveis adquiridos em processos que efetivamente envolvam a compra de uma entidade com a presença da figura do goodwill não adquirido. Por outro lado, ambas as legislações já recomendam que as entidades identifiquem e divulguem a existência de ativos intangíveis gerados internamente ao público externo. No caso real apresentado, foram pesquisadas oito cooperativas de crédito do Estado de Minas Gerais. Ao final do estudo, concluiu-se que os depósitos estáveis de uma cooperativa de crédito, efetivamente, geram benefícios futuros à instituição, sendo válida a afirmativa de que se tratam de um ativo.

 

Palavras-chave: Cooperativas de crédito. Depósitos estáveis. Intangíveis. Goodwill não-adquirido. Divulgação.

 


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