O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E AS TEORIAS DA FIRMA: DOIS MUNDOS DIFERENTES?

Diego Antonio Marconatto, Eugenio Avila Pedrozo

Resumo


Cada uma das teorias da firma existentes é fundada sobre pressupostos próprios a partir dos quais são desdobradas visões estratégicas específicas para as organizações. Se esses drivers estratégicos não forem compatíveis com a natureza do desenvolvimento sustentável, a criação de políticas para a sustentabilidade pode ser comprometida em sua própria origem. Partindo desta constatação, este ensaio teórico analisa a compatibilidade de cinco teorias da firma consolidadas na literatura econômica e estratégica com os pressupostos do desenvolvimento sustentável. Assim sendo, este ensaio teórico inicialmente expõe e discute as cinco principais características do desenvolvimento sustentável, as quais, em conjunto, demandam sete características e  competências específicas das organizações. As cinco teorias da firma são então analisadas à luz destes sete elementos. Os resultados mostram em ordem crescente a compatibilidade destas teorias da firma com o desenvolvimento sustentável: firma de Bain, firma neoclássica, ECT, firma schumpeteriana e RBV – analisada em conjunto com a KBV e a teoria cognitiva da firma. Ao mostrar as compatibilidades e incompatibilidades, este trabalho joga luz sobre os corpos teóricos oriundos daquelas teorias da firma enquanto capazes de unir os  objetivos econômicos, com metas sociais e ambientais configuradas através da lógica da sustentabilidade. Essas constatações podem auxiliar no avanço teórico para a criação de uma “teoria da firma sustentável”.

Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável. Teorias da firma.


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