EM BUSCA DE DELIMITAÇÕES DO ENQUADRAMENTO DO FRANCHISING COMO ALIANÇAS

Pedro Lucas Resende Melo, Felipe Mendes Borini

Resumo


O presente artigo questiona se as franquias de serviço podem ser classificadas como alianças estratégicas. Dois motivos impulsionam a discussão. Primeiro, a relevância que este tipo de franquia ganha em termos de número de estabelecimentos e participação na economia mundial; e segundo, a lacuna existente quanto a discussão a respeito do sistema de franchising de serviços como uma aliança estratégica, dado que já existe um maior entendimento para o sistema de franquias industriais e de produção. Para tanto, o artigo usa o aporte teórico da teoria de agência e da escassez de capital com o objetivo as relações de controle e dependência nas franquias de serviço. No estudo de campo, foram realizados três estudos de casos em importantes franquias de diferentes ramos de atuação: telecomunicações (TIM), cosméticos e perfumaria (L'acqua di Fiori) e ensino de idiomas (CCAA), sendo conduzidos como suporte para a reflexão das proposições teóricas. Com base nos preceitos teóricos utilizados e na análise descritiva dos casos os resultados do artigo compartilham a visão de que o sistema de franquias de serviços não se caracteriza como uma aliança estratégica.

 

Palavras-chaves: Franchising. Teoria da Agência. Alianças Estratégicas.

 

 


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