AS RELAÇÕES DE TRABALHO EM EQUIPES TERCEIRIZADAS: UM ESTUDO DAS SIGNIFICAÇÕES PSICOSSOCIAIS PARA OS TRABALHADORES E PARA AS ORGANIZAÇÕES

Sydney Ubirajara Cardoso, Íris Barbosa Goulart

Resumo


A reestruturação da produção, desde os anos 1970, estabeleceu uma nova ordem com exigências de capacitação e dedicação dos trabalhadores, visando maior flexibilidade e produtividade nos modos de produção e maior competitividade nas empresas. Nessa nova dinâmica, desenvolveu-se a terceirização, na qual as empresas tomadoras repassam às empresas prestadoras e especialistas, as atividades que, supostamente, não fazem parte dos processos críticos do negócio (core business); com pressupostos de redução de custos e aumento de eficiência. Este artigo tem origem em uma dissertação de mestrado cujo objetivo geral foi analisar as significações psicossociais das relações do trabalho das equipes terceirizadas, na perspectiva dos trabalhadores e das organizações. Apoiada por uma fundamentação teórica abrangente, a pesquisa permitiu concluir que, para os trabalhadores, embora de forma crítica, a terceirização permite o sentido do trabalho; a atuação em equipe viabiliza a estruturação e efetividade do trabalho, e o modelo de gestão possibilita o atendimento das necessidades dos indivíduos e o direcionamento do trabalho para os objetivos do negócio. E, para as organizações, a terceirização representa uma opção lógica para a competitividade; a atuação das equipes terceirizadas contribui decisivamente para a eficiência operacional e o modelo de gestão funciona como amálgama nestas complexas relações sociais.

 

Palavras-chave: Terceirização. Relações de trabalho. Equipes de trabalho.


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